A perda

A perda

Muitos podem achar que uma tentativa frustrada não é uma perda real, pois ela não estava grávida ainda. Só que isso não é verdade. Uma querida amiga (irmã de alma) sofreu uma perda em uma de suas tentativas de engravidar, através de um processo de fertilização assistida. E pude, com ela aprender um pouco mais sobre essa experiência dramática.

Uma implantação sem sucesso é quase tão dolorosa quanto um aborto, ou a morte de um bebê. Para a mulher que realiza este procedimento, o processo em si significa muito. É como gestar a possibilidade de realizar um sonho onde foi depositado muito esforço e sacrifício, pessoal e familiar.

Por isso, caso isto aconteça com você ou com uma amiga sua, permita-se vivenciar o luto. Mesmo sendo doloroso, esse é o único caminho para superar a perda. E o luto, para quem não sabe, passa por várias fases, que se alternam e se repetem, até se esgotarem e libertarem nosso coração para seguir adiante.

1ª- Negação: Negar que o fato ruim tenha acontecido – ”Deve ter sido um pesadelo, não está acontecendo. Comigo?”

2ª- Raiva: Um ódio da vida, do fato e até de Deus e das forças superiores.

3ª- Tristeza: Uma angústia, um aperto no peito que dói de verdade!

4ª- Aceitação: Quando a pessoa começa a olhar o fato sem revolta, com resignação, mas ainda com dor.

5ª- Sublimação: Momento quando se consegue ver o fato com outro olhar e pensar o que se aprendeu com a experiência para poder recomeçar.

 

Estas fases não são estáticas. Podem seguir nesta sequência ou oscilar dia após dia, dependendo dos fatos da vida, dos comentários indesejáveis etc.

O importante é que a pessoa que sofreu a perda – e também quem está ao seu redor – entenda que estas fases são normais e que aceitá-las é uma forma de cicatrizar (mesmo que parcialmente) a dor que invade a alma quando um sonho é frustrado.

Lembrem-se: uma perda é sempre uma perda e deve ser cuidada e cicatrizada para que não a carreguemos amargamente por toda a vida.

 

Escrito por Dra Luciana Herrero Ver todos os posts deste autor →

Esclarecimentos: 1- Esse blog não substitui as consultas de pediatria ou consultas médicas em geral. Tem como objetivo promover educação em saúde, favorecer o vínculo familiar e o estímulo a amamentação. 2- Dra. Luciana Herrero, apesar de possuir a formação em pediatria, não realiza atendimentos pediátricos. Trocou a clínica pela educação. Atua somente como educadora familiar, escritora e coordenadora da Aninhare (www.aninhare.com.br).

There are 5 comments for this article
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  2. Juliana at 2:01

    Oi eu tenho 17 anos e durante 1 ano e meio eu tentei engravida ate que outubro do ano passado eu conseguir fiquei e ansiosa pra ver o rostinho do meu bebe ate que em março deste ano eu sofri um aborto espontaneo porque eu tenho o colo do utero aberto e onde eu tava fazem o pre natal os medicos falava que tava tudo bem no dia eu me senti um fracaso hoje emdia eu tenho medo de engravidar e passa por tudo de novo.

  3. Gisele at 16:46

    Ola Juliana e demais mamãe.

    Há 6 anos tbem engravidei e como todas criei expectativas, porém passado 2 meses e meio , tive um aborto espontaneo, que so vim descobris a caus depois de alguns exames..tenho o utero septado. Após passar o tempo recomendado p engravidar, eu queria mais ao mesmo tempo tinha medo q ocorresse novamente…tinha pesadelos..enfim 1 ano depois engravidei..e meus medos aumentavam..mas graças a Deus minha filha nasceu e hj tem 4 aninhos..e émuitooo linda..Que Deus abençõe a sua vida e de todas que passaram ou passam pela mesma dor.

  4. Clarice at 21:31

    Estou vivendo esta terrivel dor e no momento ainda é muito difícil falar. Há quatro meses e quatro dias vivo o pior pesadelo de minha vida: morreu em meus braços após 8 dias de muita luta minha princesinha Amanda. O que posso falar é que tão doloroso como o que estou vivendo é ouvir comentários do tipo ” Antes agora do que depois” ” o que você iria fazer com uma filha doente?” ” Você está assim até hoje? já tem muito tempo que esta menina morreu” ” E aí, já está encomendando outro bebê? e por aí vai. Ninguém entra na maternidade bem e feliz com a malinha, a primeira roupinha, a roupinha que vai sair do hospital, o brinquinho …. pensando que vai voltar pra casa só com a mala debaixo dos braços. Muitos acham que porque era um bebê a dor será menor ou simplismente não haverá dor. Um dia desses eu pensei se quando seu filho nascesse o médico chegasse e dissesse que dali a 3, 5, 10, 15, 20, 30, 50 anos seu filho morrerá e você tem a opção disso acontecer agora, com ele bebê. Você responderia eu prefiro agora porque assim sofrerei menos ou não sofrerei? A dor é a mesma e só quem a viveu sabe sua dimensão ” É uma dor que não tem nome”.

  5. Juiana at 11:11

    Oi gisele parabens pela filhinha eu ainda nao tive filho mas minha mae com 37 anos esta com 7 meses de gravidez meu primeiro irmazinho raphael