O papel da enfermeira obstetra e da parteira na gestação e no parto!

Papel da enfermeirsa obstetra e parteira na gestação

Por Carolina Guimarães[1]

Quando escolhi ser enfermeira não imaginava a importância que esta profissão tinha no cuidado com a família. E este mês de maio é especial: comemoramos o dia do enfermeiro, o dia da parteira e o dia da família. Não poderia ter uma combinação mais gostosa e especial como esta.

Poucas pessoas sabem o real papel do enfermeiro, enfermeiro obstetra e da obstetriz, no cuidado com com a família grávida. Você sabia que a atuação da enfermagem durante o pré-natal, parto e pós-parto pode evitar milhares de mortes maternas e neonatais todo ano[2]? Pois é, porém infelizmente este campo de atuação aqui no Brasil, ainda é restrito e pouco valorizado. Masss, graças a Deus esta realidade está se modificando!

Nossa atuação vai além de apenas dar cursinhos de gestante durante o pré-natal. Nós também acompanhamos todo o desenvolvimento da gestação, monitorando o bem estar da mãe e do bebê, e sabemos reconhecer quando algo não está bem e que precisamos da intervenção do médico. Nossa formação nos capacita a cuidar de forma integral, além de atuar como educadores e orientadores para a família grávida. Sem contar o quanto nossa participação durante o trabalho de parto, parto e puerpério são fundamentais para auxiliar na manutenção da segurança e da saúde da família e do bebê que acabou de chegar! E a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que as gestações de baixo risco, partos e puerpério de crianças saudáveis sejam acompanhadas por enfermeiros, enfermeiros obstetras e obstetrizes.

Em países como Inglaterra e Canadá, desde a gestação e durante o primeiro ano de vida do bebê, a assistência é feita por enfermeiras obstetras e obstetrizes/parteiras. Somente quando há algum problema com a saúde de mãe ou bebê é que o médico intervem. É verdade que são realidades culturais e sociais bem diferentes da nossa, mas no nosso país mesmo temos exemplos de cuidados durante este período feito por parteiras. Vários lugares do nosso país, a única forma de assistência que chega para a mulher grávida é esta, e é uma linda e rica assistência, que salva muitas vidas em lugares onde muitas vezes a assistência médica não chega. Conhecimentos que passa de geração em geração, e que hoje já é regulamentada e fiscalizada pelo Conselho Federal de Enfermagem (COFEN).

Hoje esta realidade está se modificando, e mais e mais famílias buscam a assistência pré-natal e ao parto com enfermeiros obstetras e obstetrizes. Infelizmente ainda estamos longe de ser uma assistência disponível a todas as mulheres.

Pensar na assistência à gestante, assistência ao parto e ao primeiro ano de vida do bebê é reconhecer que medicina e enfermagem, mas do que nunca podem e devem trabalhar em equipe, e é reconhecer que o papel da enfermeira obstetra, da obstetriz faz toda a diferença no cuidado a esta família grávida e recém-nascida.

Parabéns Enfermeiros, Enfermeiros obstetras e obstetrizes pelo dom de cuidar!

 

Para saber mais acesse o site do Ministério da Saúde (www.saude.gov.br) ou do COFEN (www.cofen.gov.br).

[1] Carolina Guimarães é enfermeira obstetra, Consultora Internacional em Aleitamento Materno – IBCLC/USA e Doutoranda em Saúde da Mulher pela USP.

[2] Veja a reportage: http://m.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/05/1624827-parteiras-podem-evitar-dois-tercos-das-mortes-de-maes-e-recem-nascidos.shtml

Escrito por Dra Luciana Herrero Ver todos os posts deste autor →

Esclarecimentos: 1- Esse blog não substitui as consultas de pediatria ou consultas médicas em geral. Tem como objetivo promover educação em saúde, favorecer o vínculo familiar e o estímulo a amamentação. 2- Dra. Luciana Herrero, apesar de possuir a formação em pediatria, não realiza atendimentos pediátricos. Trocou a clínica pela educação. Atua somente como educadora familiar, escritora e coordenadora da Aninhare (www.aninhare.com.br).