Uma casa mais segura para seu bebê

Uma casa mais segura para seu bebê

Quando um bebê está para chegar, não só a família deve estar preparada, mas a casa também. E quanto mais vocês entendem isso e adequam suas casas, maior é a chance do bebê crescer e se desenvolver com segurança e saúde! Lembre-se: bebês são seres muito curiosos e espertos, o que os leva a explorar o ambiente desde cedo. Para que seu lar não tenha “armadilhas perigosas” para o novo morador, acompanhe o que é preciso ser feito em cada fase do bebê.

 

Do nascimento até quatro semanas de idade pode parecer que o bebê não irá interagir nem correr riscos em casa. Entretanto, acidentes também podem acontecer nesta fase e é fundamental estar preparado para lidar com engasgos, crises convulsivas etc. Leia bastante sobre o que é preciso para os atendimentos de primeiros socorros e peça sempre a ajuda do seu pediatra. Além disso, é importante garantir que o sono de seu bebê seja o mais tranquilo possível. Proteja as janelas do quarto com cortinas e janelas antirruído, se for possível. Estar atento ao tipo de berço, de protetor lateral e travesseiro também é importante para garantir um sono seguro para seu bebê.

A partir da 6ª ou 8ª semana de idade, o pescoço do bebê fica mais forte, tornando-o capaz de erguer a cabeça por mais tempo. Ele também já alcança as coisas e agarra com mais força. Por isso, nunca deixe seu bebê sozinho no trocador, na cama ou no sofá. Diferente do que muitas pessoas imaginam, os recém-nascidos têm a capacidade de se moverem, usando braços e pernas em movimentos semelhantes ao da natação.

Aos 4 ou 5 meses de idade, eles estão na fase de aprender a usar as mãos para se equilibrar e também para transferir objetos de um lugar para o outro (a chave do carro, o celular do papai, o controle remoto da TV ou qualquer outra coisa que consigam levantar). É importante tirar do alcance os objetos cortantes, cabos de persianas e cortinas, além dos brinquedos do cachorro e os objetos pequenos porque os bebês tendem a colocar na boca para chupar e mastigar até onde seus dentinhos conseguirem!

Entre o 6º e 7º mês de vida, seu bebê já aprendeu a sentar e tem mais controle sobre seus movimentos, o que significa que está mais valente e curioso para explorar o mundo à sua volta. Deixe a superfície de mesas e mesinhas livre de objetos perigosos para as crianças. Hora de guardar nos armários altos as garrafas de bebida e os enfeites que se quebram. Fique atenta também à interação com os animais de estimação. A criança deve ser ensinada a acariciar, em vez de puxar ou apertar os pelos de cães e gatos domésticos, para evitar que o animal se sinta agredido e revide.

Do 8º ao 10° mês de vida os bebês já engatinham e se tornam os desbravadores da casa! Proteja as janelas com redes de proteção. Coloque portões nas escadas e nos batentes das portas por onde a criança não deve passar sozinha. Cerque as áreas de maior risco, como a piscina, com grades. Lembre-se de colocar também proteção nas tomadas, bloquear as portas dos armários e transferir todos os produtos de limpeza para locais de difícil acesso.

Aos 12 meses muitos bebês estão andando e testando o mundo ao seu redor, o que multiplica o risco de acidentes. Nesta fase é preciso manter as portas do banheiro fechadas, os objetos pontiagudos longe da vista, as portas dos armários e áreas externas trancadas e os baldes de água e privadas fora do alcance do bebê! Os móveis devem estar sempre livres de objetos cortantes ou de vidro e as quinas precisam ser estar protegidas.

Com esses cuidados, além do bebê ficar mais seguro, a família pode relaxar e curtir a espontaneidade e a alegria desses pequenos seres que iluminam nossas vidas.

 

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Escrito por Dra Luciana Herrero Ver todos os posts deste autor →

Esclarecimentos: 1- Esse blog não substitui as consultas de pediatria ou consultas médicas em geral. Tem como objetivo promover educação em saúde, favorecer o vínculo familiar e o estímulo a amamentação. 2- Dra. Luciana Herrero, apesar de possuir a formação em pediatria, não realiza atendimentos pediátricos. Trocou a clínica pela educação. Atua somente como educadora familiar, escritora e coordenadora da Aninhare (www.aninhare.com.br).