cadeirinha no carro para bebês: O esforço vale a pena?

Olha que alerta bacana a notícia que eu recebi do site da Sociedade Brasileira de Pediatria (07/07/11). Pelo que a notícia nos traz, estamos acertando em relação a cadeira para bebês, mas ainda pecamos (muito) nos cuidados com crianças maiozinhas. Resumindo, maior cuidado com os escolares é necessário. Devemos levar em conta não o peso/idade, mas a estrutura física da criança!!

Bjs Dra. Lu

Cadeirinha de carro

 Levantamento da Política Federal divulgado pela imprensa recentemente apontou que as cadeirinhas e outros dispositivos de segurança foram responsáveis por redução de 41,2% de mortes de crianças de até sete anos nas rodovias federais no primeiro semestre.

O estudo analisou dados desde 1º de setembro do ano passado, quando começou a vigência da nova legislação, defendida pela SBP e por várias outras instituições – o que “mostra que estávamos no caminho certo”, salienta o dr. Danilo Blank, do Departamento Científico (DC) de Segurança da Sociedade, ressaltando, no entanto, preocupação com o aumento do número de óbitos de escolares apontado pelo mesmo trabalho: “É provável que isso esteja relacionado com a permissão do cinto de adulto a partir dos sete anos e meio”, diz, lembrando que o DC tem enfatizado também os equívocos da Resolução 277/2008 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

A prevenção de acidentes na infância e na adolescência tem sido objeto de campanha da Sociedade desde 1998 e “infelizmente a realidade nos leva à necessidade de reforçar, cada vez mais, o trabalho voltado para a segurança no trânsito”, completa o presidente do DC, dr. Aramis Lopes Neto.
“Desde setembro de 2010, vigora no Brasil a Resolução Nº 277 do Contran, segundo a qual, para transitar em veículos automotores, menores de dez anos devem ser transportados nos bancos traseiros, usando individualmente um dispositivo de retenção apropriado para a sua idade.

 A desobediência a essa resolução configura infração gravíssima, com multa de R$ 191,54 e retenção do veículo até que a irregularidade seja sanada. (…)

Entretanto, embora a legislação brasileira tenha significado um grande avanço, infelizmente está desatualizada em relação às melhores evidências científicas”, lembra texto do Departamento publicado no site da SBP para as famílias, o “Conversando com o pediatra”. Dr. Danilo frisa que a obrigatoriedade deveria ter sido vinculada à estatura e não à idade ou peso.

Escrito por Dra Luciana Herrero Ver todos os posts deste autor →

Esclarecimentos: 1- Esse blog não substitui as consultas de pediatria ou consultas médicas em geral. Tem como objetivo promover educação em saúde, favorecer o vínculo familiar e o estímulo a amamentação. 2- Dra. Luciana Herrero, apesar de possuir a formação em pediatria, não realiza atendimentos pediátricos. Trocou a clínica pela educação. Atua somente como educadora familiar, escritora e coordenadora da Aninhare (www.aninhare.com.br).

There is 1 comment for this article