Oito passos para uma gravidez mais feliz

Oito passos para uma gravidez mais feliz

Será que vou conseguir engravidar? É este o momento certo?  Seremos capazes de conciliar a vida profissional e familiar? Estamos, enquanto casal, em um momento propício para enfrentarmos juntos o desafiador caminho de criar um filho? Como garantir que o bebê seja saudável? Vamos conseguir pagar todas as novas despesas?

Se está pensando em ter seu primeiro filho e anda atormentada por essas e tantas outras questões, a boa notícia é que você não está sozinha. Todas nós já procuramos essas respostas algum dia. Inclusive eu. Então, lá vão as minhas dicas para quem ainda perde o sono diante das mil dúvidas da pré-gestação.

 

1- Conhecer mais sobre como é gerar um bebê. Muito além das aulas de biologia do primário, é muito importante saber um pouco mais sobre o corpo masculino e feminino, desvendando os fatores que interferem na fertilidade e na concepção.

2- Realizar avaliações médicas. Visitar um ginecologista (futura mamãe) e um clínico geral (futuro papai) para uma avaliação física geral, realização de check-up e solicitação de exames de sorologias para detectar possíveis doenças transmissíveis ao bebê é fundamental. Esta é a primeira prova de amor ao bebê que está por vir!

3- Fortalecer a relação a dois. Procurem conversar mais profundamente sobre a decisão, trabalhar possíveis dificuldades de comunicação, e se necessário buscar ajuda profissional a fim de estarem bem resolvidos antes de embarcar para mais um desafio. A gravidez não pode ser vista como uma rolha que vem para tapar o buraco em uma relação que está afundando.

4- Controlar o estilo de vida. Buscar adquirir hábitos saudáveis e eliminar vícios são fatores essenciais para quem deseja engravidar.  Não apenas as futuras mamães, mas os papais também. O consumo excessivo de álcool reduz a fertilidade tanto em mulheres, como nos homens. E o fumo, mesmo passivo, pode afetar o bebê dentro da barriga.

5- Alimentar-se de forma apropriada. A alimentação influi bastante na concepção. Uma dieta saudável, que inclua todos os grupos alimentares na medida certa, evitando alimentos com alto índice glicêmico (que liberam muito açúcar na corrente sanguínea) é importante, pois há pesquisas que comprovam uma relação íntima entre comer errado e sofrer de infertilidade.

6- Buscar uma harmonia corpo-mente. As emoções e a alma de uma pessoa estão em plena relação com seu corpo. Não há divisão real. Somos e agimos segundo o que sentimos e pensamos. Por isso, uma maior auto harmonização é essencial nesta etapa da vida, normalmente tão angustiante como é a da espera da gestação. As pesquisas comprovam cada vez mais a relação entre a fertilidade e a capacidade de lidar com o estresse. Participar de grupos de apoio para futuros papais, realizar atividades que produzam relaxamento e prazer podem ajudar, e muito, no aumento da fertilidade.

7- Manter a calma. O principal erro dos casais é acreditar que por marcarem uma data aproximada para a chegada da gestação, poderão efetivamente controlar a data de início da gravidez. A gestação não é algo que temos pleno controle. Pode-se favorecer a concepção, mas não há como garantir que ela irá acontecer quando desejamos. A maternidade chegará, de um jeito ou de outro, a seu tempo, e não no nosso.

8- Arrumar a casa. Com certeza, a casa deverá ser adaptada para a segurança do bebê que está por vir.  O momento de fazer as mudanças dependerá do que necessita ser realizado, e de quanto se dispõe financeiramente para efetuar estas modificações. Obras estruturais, como ampliação e reforma geral de cômodos, devem ser pensadas e executadas preferencialmente antes da gestação, para evitar a agitação emocional da gestante. Já mudanças simples, como adaptações de tomada, portões de escada e decoração do quarto, podem ser realizados tranquilamente a partir da 12ª semana de gestação. Lembrando que quanto mais feliz e tranquila for a gravidez, mais saudável o bebê.

 

 

 

 

Escrito por Dra Luciana Herrero Ver todos os posts deste autor →

Esclarecimentos: 1- Esse blog não substitui as consultas de pediatria ou consultas médicas em geral. Tem como objetivo promover educação em saúde, favorecer o vínculo familiar e o estímulo a amamentação. 2- Dra. Luciana Herrero, apesar de possuir a formação em pediatria, não realiza atendimentos pediátricos. Trocou a clínica pela educação. Atua somente como educadora familiar, escritora e coordenadora da Aninhare (www.aninhare.com.br).

There are 2 comments for this article
  1. Daniele Sisti at 22:01

    Muito legal essas dicas… A ansiedade faz com que tudo o que é óbvio e está a nossa frente não sejam enxergadas… Perfeito!

  2. Kathyane at 12:35

    Adorei as dicas vou montar uma pasta com tudo que for interessante e me preparar para que eu possa receber com muita sabedoria o meu bebê.