Seu bebê pode falar com você

Seu bebê pode falar com você

Claro que os recém-nascidos  não sabem usar as palavras para se comunicar. Mas, a verdade é que eles conseguem  ” falar” algumas coisas para seus pais  desde que nascem. E não apenas através do choro. Eles conseguem expressar necessidades e solicitar atenção. Basta que os pais aprendam a linguagem dos bebês.
Isso foi o que  os mais de 10 anos de  pesquisas Human Lactation Center ( Universidade da Califórnia- Davis- EUA) descobriu: existe sim uma comunicação pre-verbal em bebês. E essa acontece através de sinais corporais.
Legal, não!
Essa capacidade de comunicação, mesmo sem o recurso da fala, é um feito extraordinário dos bebês. Eles usam seus corpos e ruídos para enviar os sinais de quando precisam de algo. Desde que nascem, já conseguem emitir os sinais de “sim” e de “não”. Demonstram quando querem interagir, ou quando estão desconfortáveis ou necessitam de algo.
Para mim,  essa comunicação entre mães e bebês é algo que me apaixona. E que faço questão de divulgar.
Desde 2013, quando realizei o curso de multiplicadora do projeto piloto americano do ” Secrets Of Baby Behaviour”, no  Human Lactation Center- EUA, tenho multiplicado na Aninhare os ensinamentos sobre esse tema.
E vejo, como é importante (e faz diferença) quando os pais e as mães estão atentos a comunicação corporal de seus bebês. Só o fato de tentar entender os sinais emitidos pelos bebês, já  ajuda, e muito, a  a ter um pós-parto mais tranquilo e feliz.

Referência:

UC REGENTS DAVIS CAMPUS.- Human Lactation Center. Secrets of Baby Behavior. California, 2009. Disponível em: <http://www.secretsofbabybehavior.com>, acesso em 20 mar. 2013. 

Escrito por Dra Luciana Herrero Ver todos os posts deste autor →

Esclarecimentos: 1- Esse blog não substitui as consultas de pediatria ou consultas médicas em geral. Tem como objetivo promover educação em saúde, favorecer o vínculo familiar e o estímulo a amamentação. 2- Dra. Luciana Herrero, apesar de possuir a formação em pediatria, não realiza atendimentos pediátricos. Trocou a clínica pela educação. Atua somente como educadora familiar, escritora e coordenadora da Aninhare (www.aninhare.com.br).