Existe mulher que não tem dilatação?

Existe mulher que não tem dilatação?

 

A dilatação do colo do útero é quando as contrações empurram o bebê para baixo, com o encurtamento das fibras musculares do útero e puxando o colo para cima contra a cabeça do bebê. Essas contrações vêm e vão, como ondas, a cada uma delas o colo vai abrindo um pouco, ao fim da contração esse colo relaxa, mas não volta a fechar o que já abriu, só retorna ao normal depois que o bebê nasce.

A cabeça do bebê trabalha para fazer a abertura do colo progressivamente.

Cada mulher tem o seu tempo para parir, umas demoram mais outras menos. A historia de não ter dilatação não é real, o fato é que não houve espera para essa mulher dilatasse no tempo dela.

Muitos protocolos hospitalares antigos falam que a parturiente tem de dilatar 1cm por hora, mas como isso não ocorre em todos os caso, falam que o trabalho de parto parou de progredir (distócia de progressão), e começam as intervenções.

Mas foi criado um novo consenso sobre a duração do trabalho de parto, a ACOG (American College of Obstetricians and Gynecologysts), onde concluiu que na fase ativa do trabalho de parto só ocorre a distócia de progressão quando não houver mudança no colo do útero após 4 horas de contrações efetivas, ou 6 horas de contrações ineficazes. Mas essas 6 horas de contrações irregulares é sem o uso de ocitocina ou outras intervenções.

Para que as mulheres dilatem, precisam ter recursos como bola, chuveiro para proporcionar um conforto para essa mulher, como métodos de alívio da dor, e profissionais dispostos e sem pressa.

 

Com carinho,

Helo Nogueira

Escrito por Dra Luciana Herrero Ver todos os posts deste autor →

Esclarecimentos: 1- Esse blog não substitui as consultas de pediatria ou consultas médicas em geral. Tem como objetivo promover educação em saúde, favorecer o vínculo familiar e o estímulo a amamentação. 2- Dra. Luciana Herrero, apesar de possuir a formação em pediatria, não realiza atendimentos pediátricos. Trocou a clínica pela educação. Atua somente como educadora familiar, escritora e coordenadora da Aninhare (www.aninhare.com.br).