Família grávida!

Família grávida!

Quando uma mulher engravida, a família engravida também! E quando nasce um bebê, não nasce apenas uma mãe, mas também um pai, um avô, uma avó, uma madrinha, um padrinho e por aí vai. Por isso é importante preparar a família e os amigos para a chegada do bebê.

Mas quem é família?

Desde 1994, a Organização Mundial da Saúde já define como família “qualquer grupo cujas ligações sejam baseadas na confiança, suporte mútuo e um destino comum”.

Por isto, quando eu digo família grávida ou família, estou me referindo a qualquer grupo de pessoas que convive sob o mesmo teto ou não e que possui uma relação de parentesco ou uma afinidade sentimental e espiritual.

E famílias podem ser de vários jeitos e tipos: pessoas que têm irmãos de diferentes casamentos, parentes adotados pelo coração, casais homo afetivos e até as pessoas solteiras com um animal de estimação.

O importante é lembrar que a família é o primeiro espaço onde a criança vai se integrar e onde vai estruturar a sua personalidade. Acredito de coração que onde há amor, há uma família de verdade e um ambiente adequado para o bom desenvolvimento de um bebê.

Devemos ter o coração sempre aberto para aprender a aceitar as famílias como elas são de fato. E, especialmente na gestação e pós-parto, oferecer o apoio e acolhimento necessário aos futuros papais/mamães para que o bebê nasça em um ambiente sadio. Afinal, como bem disse nosso querido Papa Francisco: “Não existe mãe solteira, existe mãe”. E eu, humildemente, completo: “Não existe pai solteiro, existe pai. Não existe família perfeita, existe família”.

Vamos nos policiar: chega de julgamentos!  Basta de desdém ou recriminação! O nosso dever (como cristão e cidadão) é acolher a quem necessita de nossos cuidados. Independentemente de nossas crenças pessoais sobre sexualidade ou parceria conjugal.

Fica aqui nosso carinho e respeito a todas as famílias.

 

 

 

Escrito por Dra Luciana Herrero Ver todos os posts deste autor →

Esclarecimentos: 1- Esse blog não substitui as consultas de pediatria ou consultas médicas em geral. Tem como objetivo promover educação em saúde, favorecer o vínculo familiar e o estímulo a amamentação. 2- Dra. Luciana Herrero, apesar de possuir a formação em pediatria, não realiza atendimentos pediátricos. Trocou a clínica pela educação. Atua somente como educadora familiar, escritora e coordenadora da Aninhare (www.aninhare.com.br).