Pintura de cabelo na Gestação: Maior Risco de Leucemia. O que fazer, então?

Pesquisa Científica associa tintura de cabelo à leucemia infantil

A utilização de tintura de cabelo por mulheres grávidas pode trazer alguma consequência ao bebê? 

– Em sua dissertação de mestrado no Programa de Saúde Pública e Meio Ambiente da ENSP, o biólogo  Arnaldo Couto analisou uma possível associação entre o uso de produtos de tintura e alisamento de cabelo durante a gravidez e o desenvolvimento de leucemia aguda em menores de dois anos.

– A investigação encontrou evidências sugestivas de uma possível associação entre o uso de tintura/alisamento de cabelo no período inicial da gravidez e o desenvolvimento de leucemia aguda em lactente, com uma estimativa de risco duas a três vezes mais elevada em gestantes que se expuseram àqueles cosméticos durante o 1º e 2º trimestres da gravidez.

-A associação entre os casos de câncer e o uso tintura de cabelo já vem sendo analisada desde o fim da década de 70, mas as pesquisas eram desenvolvidas para as pessoas mais velhas, já que o hábito de pintar os cabelos era realizado por pessoas de uma determinada idade – na medida em que surgiam cabelos brancos. Hoje em dia, o uso da tintura de cabelo é algo comum, principalmente entre adolescentes.

-Observamos um aumento na estimativa de risco no primeiro trimestre da gestação em torno de 70%. Para LLA ( Leucemia Linfóide Aguda) foi observado um aumento na estimativa de risco na ordem de 80% cujas mães mencionaram uso de tinturas e alisantes de cabelo no primeiro e segundo trimestre da gravidez. Em relação ao uso destes cosméticos durante a lactação, observou-se um excesso de risco na ocorrência de LMA ( Leucemia mielóide Aguda) de 2,59 vezes maior para mulheres que fizeram uso de produtos capilares.

-Observamos uma diversidade de produtos, com cerca de 150 compostos diferentes nas tinturas. Destes, aproximadamente 32 apresentaram aumento na estimativa de risco. 

-É importante ressaltar que trabalhamos com o possível risco de leucemia no lactente, ocorrida a partir da exposição da mãe durante a gravidez. Os órgãos de vigilância dos cosméticos devem trazer essas informações mais completas para as usuárias.

– Nosso trabalho sugere ainda que haja um aumento na estimativa de risco, e isso revela a importância das agências reguladoras verificarem a composição química dos produtos, já que algumas substâncias presentes já são definidas como cancerígenas. Esses fatos necessitam ser claramente explicados para a sociedade.”

(trechos do artigo do publicado no ENSP em 13/07/2011, por Filipe Leonel)

 
Amig@s,

Ficar bela na gestação é importante, mas colocar o bebê em risco não esta com nada!

Por isto o ideal é que as gestantes evitem ao máximo o uso de tratamentos químicos no cabelo durante a gestação.

Devemos postesgar a progressiva, cauterização, banhos de vinho, chocolate….(tudo mais) até o final da gestação, se possível.

Quanto a pintura…sei que a necessidade é ainda maior, pois ter a raiz aparecendo, ou pior, fios brancos, abaixa a auto-estima de qualquer mulher, gestante ou não.

 Contudo, na gravidez o impacto emocional do “descuido pessoal” pode ser ainda maior, pois neste momento único,todos os sentimentos femininos estão potencializados, e a baixa auto-estima pode ser um grande fator de mal estar, mal humor e até de depressão perinatal ( na gravidez e no pós-parto). 

O ideal seria que nós mulheres planejassemos nossa gestação, e no período que antecede ao BHCG+ ( exame de gravidez positivo), já tivessemos dado um jeitinho no cabelo…deixando-o com uma cor de fácil manutenção, que não requeira muitos retoques a toda hora,ou seja, uma coloração mais próxima possível de sua cor natural…

Mas se isto não é possível…as gestantes devem procurar   não pintar as madeixas nos primeiros  3 meses de gestação, e após este tempo, sempre utilizar produtos menos agressivos, com menos químicas, pois como a pesquisa acima nos relatou são vários os itens comprovadamente cancerígenos nas pinturas…

A pintura mais natural do mercado é a Henna natural…mas se esta não é sua cor…procure por tintas sem amônia, pois mesmo que elas não durem tanto…e você tenha que repintar mais vezes…Este investimento de tempo e de dinheiro valem a pena, para maior proteção da saúde seu bebê.

Atenção: Não devemos nos esquecer também que produtos aplicados no rosto ou no corpo, durante a gestação,  também podem prejudicar o bebê, pois a pele é o maior orgão de nosso corpo, e estes produtos passam em  maior ou menor grau, para circulação sanguínea e chegam ao bebê.

Para maiores esclarecimentos: consulte um Médico Dermatologista.

Não caia na receita da cumadre gestante ou na dica oferecida no salão. A vida e saúde de seu bebê estão em jogo.

Com carinho,

mil bjs,

 

Dra. Lu

 

Escrito por Dra Luciana Herrero Ver todos os posts deste autor →

Esclarecimentos: 1- Esse blog não substitui as consultas de pediatria ou consultas médicas em geral. Tem como objetivo promover educação em saúde, favorecer o vínculo familiar e o estímulo a amamentação. 2- Dra. Luciana Herrero, apesar de possuir a formação em pediatria, não realiza atendimentos pediátricos. Trocou a clínica pela educação. Atua somente como educadora familiar, escritora e coordenadora da Aninhare (www.aninhare.com.br).

There is 1 comment for this article
  1. amanda leal at 15:45

    Estou grávida de 6 meses posso descolorir os pêlos sem a amônia?