O presente que você não quer dar para dar para seu bebê

 

Nossa sociedade está ficando obesa! É o que mostram as pesquisas científicas, as amostras demográficas e a nossa percepção ao andar pelas ruas. E todo mundo sabe o quanto pode ser difícil lidar com os quilos a mais na balança. Doenças, gozações, dificuldades para se vestir, se exercitar, se amar. Nenhuma mãe quer que seu filho passe por isso, certo? Então, o que você acha de pensar nisso enquanto ele está aí, dentro de você?

Uma pesquisa realizada pela Universidade de ULM, na Alemanha, mostrou que a obesidade é um dos males do século 21. O número de crianças entre 2 e 5 anos que se tornaram obesas TRIPLICOU nos últimos 30 anos.

E tudo começa, segundo os últimos estudos, ainda no ventre materno. É que entre a gestação e os primeiros anos de vida do bebê, estão concentrados os períodos mais importantes para o desenvolvimento da percepção gustativa, ou seja, do futuro comportamento alimentar.

Já se sabe, por exemplo, que a ingestão de alimentos pela gestante influencia e muito o paladar e os hábitos alimentares dos filhos, o que pode interferir nas suas escolhas e na sua qualidade de vida futura. Segundo os estudiosos, a partir da 24ª semana de gestação, o feto já tem preferência por sabores. Uma das pesquisas que comprovou essa descoberta injetou no líquido amniótico, substâncias com sabores azedos e adocicados. O feto ingeriu muito mais do líquido adocicado e reduziu sensivelmente a ingestão do líquido amargo.

Como tudo o que a mãe come, de uma forma ou de outra, passa para o feto, já é na gestação o momento ideal de cuidarmos da educação alimentar dos nossos filhos e da futura geração. Um cuidado que se estende por toda a primeira infância do bebê.

 

 

Escrito por Dra Luciana Herrero Ver todos os posts deste autor →

Esclarecimentos: 1- Esse blog não substitui as consultas de pediatria ou consultas médicas em geral. Tem como objetivo promover educação em saúde, favorecer o vínculo familiar e o estímulo a amamentação. 2- Dra. Luciana Herrero, apesar de possuir a formação em pediatria, não realiza atendimentos pediátricos. Trocou a clínica pela educação. Atua somente como educadora familiar, escritora e coordenadora da Aninhare (www.aninhare.com.br).