Pai tem mesmo que participar

Pai tem mesmo que participar

 

Lembra daquela propaganda que dizia “não basta ser pai, tem que participar”? Pois essa frase, agora, ganhou o respaldo de um estudo internacional apresentado no relatório “State of the World’s Fathers”.

Segundo os pesquisadores, quando o pai se envolve com os cuidados do bebê e da criança na mesma proporção em que a mãe, isso possibilita um melhor desenvolvimento cognitivo, mais saúde mental, taxas menores de delinquência e maior aproveitamento do conteúdo escolar.

E o relatório diz mais: “estudos em vários países mostraram também que a interação do pai é importante para o desenvolvimento da empatia e das habilidades sociais de filhos e filhas”. Ou seja, as crianças que têm a sorte de crescer tendo mãe e pai, dois universos diferentes e complementares, como referência e apoio, conseguem experimentar, sentir e desenvolver todo o seu potencial intelectual e emocional.

Incrível, né? E isso, de forma alguma, diminui a importância da mãe. É exatamente o trabalho em equipe da família que constrói a ponte que a criança precisa.

Em contrapartida, o mesmo estudo relata que “homens que têm uma participação profunda na vida dos filhos, dizem que esse relacionamento é uma das mais importantes fontes de bem-estar e felicidade”. Simples assim: faça seu filho feliz e você também será feliz. Pode parecer óbvio, mas quando a ciência comprova parece que tudo fica mais real e palpável, né?

Então, antes de dizer que você não tem tempo porque a vida está muito corrida, pare e pense. Será que não vale a pena mexer na sua agenda e conseguir espaço para ser o “cuidador” que seu filho precisa e merece ter?

 

 

Escrito por Dra Luciana Herrero Ver todos os posts deste autor →

Esclarecimentos: 1- Esse blog não substitui as consultas de pediatria ou consultas médicas em geral. Tem como objetivo promover educação em saúde, favorecer o vínculo familiar e o estímulo a amamentação. 2- Dra. Luciana Herrero, apesar de possuir a formação em pediatria, não realiza atendimentos pediátricos. Trocou a clínica pela educação. Atua somente como educadora familiar, escritora e coordenadora da Aninhare (www.aninhare.com.br).